REFLEXÃO SOBRE O ETNOCENTRISMO

O etnocentrismo é defendido como um modo de compreender e atuar diante da diferença tomando-se por centro de referência os próprios valores culturais.
Desta forma, a reação à diferença é sempre para o fenômeno etnocêntrico compreendido como estranha e chocante, outrora ameaçadora por ferir a própria identidade do etnocêntrico.
O “eu” é onde está o possível, o “outro” é estranho e ameaçador. Esta estranheza causada pela constatação à diferença é entendida como ameaçadora e, portanto, a reação obtida como resultado é auto-afirmação de valor, que hierarquiza a diferença qualificando o “outro” como inferior o que num contexto social serve a justifica do discurso de dominação.
Contrapondo-se ao etnocentrismo está a idéia da relativização, que considera as diferenças como necessárias ao processo de identificação de cada grupo social, diferente do etnocentrismo não hierarquiza esta diferença apenas identifica-a.
Os primeiros estudos antropológicos a respeito às diferenças basearam-se nas teorias evolucionistas de Darwin. Assim o evolucionismo biológico e social serviu de modelo para explicar as diferenças.
Tais modelos explicatórios serviram ao discurso das culturas com pretensões dominatórias. A antropologia, por sua vez passou por uma reestruturação. Desvinculando-se da História, mas utilizando-se desta, como de outras ciências optou pela relativização como um recurso necessário e funcional para o estudo das diversas culturas que compõe a humanidade.
Esta nova Antropologia aponta a relativização como um caminho para o enfraquecimento do fenômeno etnocêntrico e para o melhor conhecimento cultural.
Marcelo Barreto
Historiador e acadêmico do Curso de Psicologia
TEMA DA SEMANA ( 01 - 07/09): LIBERDADE - HISTÓRIA DE UMA GATA
A história de uma gata pode ser a minha ou a sua história. A liberdade tem um preço - a responsabilidade das consequências.
Ser livre é bem mais do que "fazer o que der na telha", é ter a capacidade de auto-gerir, de ter consciência de cada ato e assumir os efeitos de suas ações.
A gata desejou a liberdade e abriu mão do conforto de um apartamento, da conveniência e do conformismo, que a aprisionava.
Pagou o preço pela liberdade e tornou-se o que de fato era - Uma gata, um ser livre, por estar mais próxima de sua essência, no encontro com ela mesma.
Viva a liberdade!
Confira a letra!
HISTÓRIA DE UMA GATA
Composição: Enriquez/Bardotti - versão: Chico Buarque
Me alimentaram
Me acariciaram
Me aliciaram
Me acostumaram
O meu mundo era o apartamento
Detefon, almofada e trato
Todo dia filé-mignon
Ou mesmo um bom filé... de gato
Me diziam todo momento
Fique em casa, não tome vento
Mas é duro ficar na sua
Quando à luz da lua
Tantos gatos pela rua
Toda a noite vão cantando assim
Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora, senhorio
Felino, não reconhecerás
De manhã eu voltei pra casa
Fui barrada na portaria
Sem filé e sem almofada
Por causa da cantoria
Mas agora o meu dia-a-dia
É no meio da gataria
Pela rua virando lata
Eu sou mais eu, mais gata
Numa louca serenata
Que de noite sai cantando assim
Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora, senhorio
Felino, não reconhecerás







